SPFW N60: Forca Studio presents Helyx
The label, created by Silvio De Marchi and Vivi Rivaben, keeps its underground spirit but now projects itself onto a wider field, making the move from independent project to retail structure, entering the wholesale calendar and officially launching its made-to-measure line, previously reserved for artists and insiders.
Words by
Words by Sarah Rocksane Araujo
Editorial, Fashion and Beauty
Listen to this story
This story hasn’t been translated yet. You’re reading the original, in Portuguese.
A Forca Studio, conhecida por sua estética e narrativa de insubmissão, entra em uma nova era com o lançamento da coleção Hely , apresentada no Campo de Marte durante a SPFW N60. O local escolhido (uma pista de aviação) já antecipa o conceito central da coleção: levantar voo. Não apenas no sentido literal, mas como metáfora de crescimento estratégico, expansão de linguagem e aceleração estética.

A marca, criada por Silvio De Marchi e Vivi Rivaben, mantém seu espírito underground, mas projeta-se agora para um campo mais amplo, assumindo a transição de projeto independente para estrutura de varejo, com entrada no calendário de atacado e lançamento oficial de sua linha sob medida, antes restrita a artistas e insiders. Esse movimento marca um ponto de inflexão: a Forca deixa de ser apenas estética e aspiracional para se posicionar como força comercial com identidade autoral intacta.
A estética da coleção Helyx dialoga com o imaginário futurista, mas não com o futurismo higienizado das passarelas internacionais, e sim com um futurismo tecno-espacial de DNA latino, marcado por tensão entre precariedade e ambição, entre ferrugem e brilho. O nome da coleção evoca a hélice, mecanismo de impulso aéreo, e traduz visualmente a ideia de movimento, aerodinâmica e aceleração.

A cartela de cores reflete esse duplo impulso: tons claros e técnicos como off-white, gelo e verde oliva convivem com cores intensas e densas como vermelho queimado e marrom-oxidado, como se os looks carregassem a memória metálica do atrito. A marca abandona o preto total e se abre para uma paleta que sugere calor, fricção e atmosfera sideral.
Os materiais escolhidos reforçam a interlocução com o tecno-esportivo e o industrial especulativo: tecidos emborrachados, couro polido, chiffon que remete à leveza da suspensão aérea, jacquard e faux fur usados como dispositivos de contraste tático-sensorial.

O destaque vai para um tecido exclusivo de viscose com acabamento em borracha e textura amassada, que cria um efeito de superfície desgastada, como se a roupa já tivesse atravessado atmosferas.
As peças em látex, fruto de uma colaboração com Cece, inserem o corpo em um território entre proteção e exposição, como um híbrido entre traje de piloto e pele biotecnológica. No dia seguinte ao desfile, acontece a abertura do atendimento custom made para o público geral consolidam a nova fase da marca.
Ao contrário das estéticas futuristas importadas, que imaginam o amanhã a partir de uma limpeza tecnológica idealizada, a Forca propõe um futuro com ferrugem, com superfícies tensionadas, com corpos que se projetam para frente sem negar suas origens urbanas e latino-desobedientes. Helyx projeta uma moda que habita tanto a pista de pouso quanto o ambiente de rua, tanto o subsolo dos clubes quanto a claridade agressiva do concreto paulistano.
Complete TV · Reels
Na Gagosian @gagosian , em Nova York, a exposição Negative Sculpture reúne dois trabalhos recentes de Michael Heizer e retoma uma investigaç
See on InstagramFrom Complete
More from Sarah Rocksane Araujo
View profile









