Galeria Lume presents “Ágora”, by Claudio Alvarez

The show brings together 10 works made of materials such as stainless steel, acetate, fabric and mirrors, alongside studies that lay bare Alvarez's exploration of the interaction between movement and visual perception.

Sarah Rocksane Araujo

Words by Sarah Rocksane Araujo

Editorial, Fashion and Beauty

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A Galeria Lume abriu a exposição individual "Ágora", do artista plástico Claudio Alvarez, sob curadoria de Paulo Kassab Jr. A mostra reúne 10 obras compostas por materiais como aço inoxidável, acetato, tecido e espelhos, além de estudos que evidenciam a exploração de Alvarez sobre a interação entre movimento e percepção visual. As esculturas apresentadas propõem uma experiência sensorial que desafia a linha entre realidade e ilusão, provocando o espectador a questionar suas percepções.

Segundo Alvarez, a intenção é criar uma conexão contínua entre o real e o fictício. O curador observa que a obra do artista gera incertezas, sugerindo uma realidade indefinida, em constante transformação, refletindo a perplexidade inerente à existência humana.

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Claudio Alvarez, nascido em 1955 em Rosário, Argentina, e atualmente residente em Curitiba, Brasil, é um artista que se dedica à pesquisa sobre movimento e percepção. Suas obras desafiam o olhar ao confrontar o que se vê com o que se sabe, utilizando ilusões de ótica, jogos de espelhos, iluminação e objetos móveis. Alvarez explora formas dinâmicas e estruturas geométricas que oscilam entre o equilíbrio e o movimento, criando uma fusão entre fascínio e raciocínio. Suas criações provocam questionamentos sobre a percepção humana e a relação entre o mundo real e o das aparências, unindo fluidez, ilusão e materialidade em um discurso visual que combina análise e sensação como formas de pensamento.

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Na exposição "Ágora", o artista Claudio Alvarez apresenta obras que destacam a interação essencial com o público, utilizando jogos de espelhos e ilusões ópticas para desafiar os sentidos. As peças provocam o visitante, fragmentando a percepção do reflexo e gerando uma experiência de desorientação e fascínio. Alvarez continua a questionar a percepção tradicional da realidade, criando dispositivos que colocam em conflito a sensibilidade e a apreensão racional. Segundo o professor Fabrício Vaz Nunes, a "Ágora" funciona também como uma metáfora da realidade social, sugerindo que, apesar dos esforços para escapar de certos aspectos dessa realidade, todos permanecem presos a ela, mesmo em ações simples, como observar um espelho em uma caixa.

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