Gaspar Battha explora luz e percepção na instalação “Canvas”

A instalação Canvas, criada por Gaspar Battha, investiga a relação entre luz, percepção e projeção digital durante o Zsolnay Light Festival 2024, realizado em Pécs, Hungria.

Design // Art-time
por Caíque Nucci
Março, 2026

A instalação interativa Canvas, desenvolvida pelo artista húngaro Gaspar Battha, foi apresentada no Zsolnay Light Festival 2024, no espaço histórico Cella Septichora, na cidade de Pécs, Hungria. A obra investiga como projeção digital, reflexão óptica e movimento do público podem produzir imagens que parecem ocupar o espaço físico.

Na instalação, o deslocamento do visitante ativa animações projetadas em tempo real. As imagens surgem refletidas em um sistema de espelhos e criam a impressão de formas luminosas suspensas no ar. A chamada “pintura” dentro da moldura não existe como objeto. Ela se forma apenas no campo visual do observador.

O trabalho de Gaspar Battha se insere no campo das instalações de arte digital e new media. Em projetos anteriores, o artista já explorava estruturas visuais construídas por projeção, reflexo e animação generativa. Nessas experiências, o espaço físico funciona como suporte para imagens que dependem da percepção humana para existir.

A proposta de Canvas desloca a luz do papel de simples elemento visual. A obra utiliza projeção mapeada, superfícies refletivas e interação corporal para investigar como a imagem pode surgir entre o objeto e o olhar. O resultado é um sistema perceptivo no qual tecnologia e cognição atuam simultaneamente.

Festivais como o Zsolnay Light Festival têm consolidado um circuito internacional dedicado à arte baseada em luz, projeção e interação. Realizado desde 2016, o evento reúne instalações digitais e experimentais em diferentes pontos da cidade de Pécs, atraindo artistas e público interessados em novas formas de experiência visual e espacial.

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