Finlândia retoma sonho de Nikola Tesla e testa transmissão de energia sem fios em 2026

Pesquisadores finlandeses avançam em sistemas de transmissão de eletricidade pelo ar, conectando uma ideia do passado a aplicações práticas que podem moldar o futuro da energia.

Inovação // Tech-forecast
por Caíque Nucci
Janeiro, 2026

Por mais de um século, a ideia de transmitir eletricidade pelo ar foi considerada quase ficcional. Nikola Tesla, no fim do século XIX, acreditava que seria possível enviar energia sem cabos ou fios, e chegou a demonstrar lâmpadas acesas sem conexão física.

Hoje, na Finlândia, esse sonho antigo está retornando ao centro da pesquisa tecnológica — mas com uma diferença fundamental. Em vez de prometer energia gratuita para todos, os pesquisadores estão focados em soluções reais e específicas: sistemas de transmissão de energia sem fio capazes de alimentar sensores industriais, dispositivos eletrônicos e equipamentos de baixa potência através de campos eletromagnéticos controlados.

A técnica usada por esses grupos envolve o acoplamento eletromagnético ressonante, uma abordagem que permite que um transmissor crie um campo eletromagnético que um receptor sintonizado capta e converte em eletricidade utilizável. Embora isso ainda esteja em estágio de prova de conceito em ambientes de laboratório, as implicações para o futuro das infraestruturas energéticas são vastas.

É importante destacar que esse tipo de tecnologia não substitui, por enquanto, as redes elétricas tradicionais nem permite que casas ou cidades sejam alimentadas sem cabos. Em vez disso, o foco está em aplicações práticas e pontuais em que os cabos representam um custo ou limitação significativa, como sensores em locais remotos ou dispositivos médicos implantáveis.

Esse movimento reflete um padrão mais amplo em tecnologia: a reinvenção de conceitos antigos com ferramentas modernas. Em 2026, a experiência da Finlândia mostra que o futuro da energia pode nascer não de revoluções radicais, mas de avanços incrementais com implicações profundas.

Ler mais