Meta Intelligence: the plans for Meta's new technology architecture
Meta's new front is dedicated to developing artificial intelligence systems capable of improving themselves, models that learn with minimal human interference and that, according to Zuckerberg, may become “fundamentally smarter than people”.
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Words by Gilles Pedroza Leite
Design and Innovation
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Durante a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2025, Mark Zuckerberg anunciou a criação da Meta Superintelligence Labs, laboratório de pesquisa que projeta ambições muito além das redes sociais. A nova frente da Meta é dedicada ao desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial capazes de se auto aperfeiçoar, modelos que aprendem com mínima interferência humana e que, segundo Zuckerberg, podem tornar-se “fundamentalmente mais inteligentes do que as pessoas”. A aposta, que reposiciona a Meta na corrida pela IA generativa, pretende aliar escalabilidade computacional, autonomia algorítmica e novos dispositivos de interação.

O conceito-chave da empreitada é a chamada superinteligência pessoal. Em contraposição a visões centralizadas que imaginam um futuro de automação total e renda universal, a Meta propõe sistemas que operem como extensões cognitivas individuais. Um dos vetores centrais dessa estratégia está nos dispositivos vestíveis. Os óculos inteligentes da Meta, desenvolvidos em parceria com a Ray-Ban, já venderam 2 milhões de unidades desde 2023. Para Zuckerberg, trata-se do “formato ideal para a IA”, articulando captura ambiental, assistentes contextuais e computação ubíqua. O protótipo Orion, de realidade aumentada, ainda não tem previsão de lançamento, mas serve como guia conceitual para os futuros produtos da marca.
O investimento em capital previsto para 2025 foi elevado para US$69 bilhões, impulsionado, sobretudo, pelos altos custos de infraestrutura e pela contratação de talentos em IA. A empresa vem recrutando nomes de peso, como Alexandr Wang (Scale AI), Nat Friedman e Daniel Gross, oferecendo pacotes salariais de até nove dígitos. O ex-pesquisador da OpenAI, Shengjia Zhao, assumirá a liderança técnica da nova divisão.

Neste cenário, o design deixa de ser apenas interface e assume papel estruturante: media a experiência, define a linguagem das interações e participa da construção daquilo que entendemos por “inteligência”. O laboratório de Zuckerberg não é apenas sobre algoritmos, mas sobre moldar uma nova cultura computacional, onde as fronteiras entre sujeito e máquina, entre percepção e processamento, se tornam cada vez mais tênues.
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