The post-social-media era: what will our online future look like?

Since they emerged in the 2000s, social platforms have transformed the way information is created, distributed and monetised online. Today there is no doubt that social media is all but omnipresent in daily life, conditioning how we connect with one another.

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Apesar de sua aparente ubiquidade, a era das redes sociais já apresenta sinais de declínio e sua capacidade de conectar pessoas, ideias e movimentos vem perdendo credibilidade, seja pelo controle algorítmico, questões de privacidade ou excesso de conexões irrelevantes.

Não é de hoje que as plataformas são capazes de estruturar a informação baseada no comportamento individual de cada usuário, otimizando a entrega de conteúdo de acordo com a nossa capacidade de atenção e incentivando o compartilhamento e a rolagem infinita. De acordo com o relatório "Post-social Media" (Co-matter), publicado em 2020, essa entrega de conteúdo sob medida contribuiu para a perda de experiências coletivas relevantes, criação de bolhas sociais (online) e polarização extrema. É evidente que tal fator apresenta um agravante no Brasil, onde 85% das pessoas tem o hábito de se informar pelas redes sociais, segundo pesquisa publicada em junho de 2024 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. (“The OECD Truth Quest Survey: Methodology and findings”, OECD Digital Economy Papers, No. 369, OECD Publishing, Paris, https://doi.org/10.1787/92a94c0f-en.)

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Em geral, os apps são concebidos para potencializar a capacidade de qualquer pessoa participar na economia, seja comprando e vendendo mercadorias, operando como uma pequena empresa, ou produzindo dados, conteúdos e atenção. E na economia da atenção, a quantidade de informações de que dispomos é administrada de modo a transformar a atenção humana em uma commodity escassa. Para resolver a escassez de atenção das pessoas, estas tecnologias têm sido cada vez mais orientadas para a captação estratégica da atenção privada auxiliada pela recolha e análise sistemática de dados pessoais, o que se tornou num modelo de negócio muito lucrativo.

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Nesse sentido, redes sociais e demais plataformas capitalizam sobre o desejo humano por conexão e pertencimento, e a ambição por um numero cada vez maior de amigos e seguidores no maior número possível de plataformas criou uma realidade onde nos vemos hiper-conectados, ansiosos e insatisfeitos. Se as pesquisas já anunciam a era pós-social midia, como podemos fazer diferente? Como podemos construir novos caminhos e formas de financiar nosso trabalho online e off-line? Como podemos criar o contexto ideal para que a criatividade não seja podada pelo algoritmo? Como podemos nos conectar de forma significativa e relevante em nossa jornada?

Como será nosso futuro online?

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