SPFW N59 : A La Garçonne
Le carreau, dans ses variations de murmures et de cris, déborde du menu presque timide au grandiose multicolore, comme un vitrail en mouvement. Il y a un geste calculé de liberté dans les lignes, une écoute du corps dans sa pluralité.
Texte de
Texte de Sarah Rocksane Araujo
Rédaction, Mode et Beauté
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Com o fio contínuo da alfaiataria em tons únicos, a À La Garçonne volta à passarela da SPFW como quem tece silêncio em meio ao ruído. Fábio Souza costura o tempo em formas amplas, onde calças dançam com o vento e paletós traçam a geometria dos ombros com intenção.
O xadrez, em suas variações de sussurros e gritos, transborda do miúdo quase tímido ao grandioso multicolorido, feito vitral em movimento. Há um gesto calculado de liberdade nas linhas, uma escuta do corpo em sua pluralidade. Alfaiataria, aqui, é também linguagem: e a monocromia, um modo de dizer sem gritar. Cada peça é uma pausa tensa, uma frase interrompida. Uma ideia de força contida, de presença sem ruído.

Veja os principais highlights do desfile na experiência em Realidade Aumentada abaixo
Para elas, vestidos longos que contornam o gesto da cintura como quem sabe o que guarda. Para eles, o cotidiano ganha novo fôlego em jaquetas, bermudas, moletons, traduzidos em faixas de um mesmo xadrez que se desdobra em ritmos. Tudo se inscreve no corpo como mapa de um território híbrido, urbano, pulsante. É uma coleção que se apresenta no verbo usar, mas não se rende ao óbvio. A À La Garçonne, em seu novo fôlego, não busca apenas vestir, ela insinua. Reinventa-se sem fazer alarde, firmando seu retorno como quem volta ao lar depois de ter visto o mundo.

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