L’affaire Youthforia : comment les marques de maquillage continuent d’exclure des femmes de la cosmétique

Le débat croissant sur l’inclusion dans la mode et la beauté traduit un changement culturel important. Autrefois dominée par de grandes entreprises, l’industrie voit désormais une diversification des voix qui redéfinissent les modes de consommation et les rapports aux produits de mode et de beauté.

Sarah Rocksane Araujo

Texte de Sarah Rocksane Araujo

Rédaction, Mode et Beauté

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Golloria George, uma influenciadora de beleza com mais de 1,5 milhões de seguidores no TikTok, recentemente expressou sua insatisfação com a marca Youthforia em um vídeo que acumulou mais de 2,4 milhões de visualizações. Em sua série "The Darkest Shade" (O Tom Mais Escuro), George testa o tom mais escuro das linhas de base das marcas para ver se correspondem à sua tez. Segundo George, o tom mais escuro da Youthforia estava consideravelmente mais claro do que o anunciado online, falhando em corresponder ao seu tom de pele.

George, conhecida por sua abordagem honesta e crítica na indústria da beleza, não poupou a Youthforia em seu vídeo. Esta não foi a primeira vez que a influenciadora expôs problemas de inclusão em marcas de beleza. Em 2023, quando a Youthforia lançou a Date Night Skin Tint Serum Foundation, George e outros criadores como Christina Abiola apontaram que nenhum dos 15 tons disponíveis atendia adequadamente às peles mais escuras. A reação nas redes sociais foi rápida e intensa, forçando a Youthforia a emitir uma declaração classificando o lançamento como uma "prova de conceito", prometendo a adição de mais tons futuramente. No entanto, essa explicação deixou muitos consumidores negros e pardos se sentindo como uma reflexão tardia.

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Fiona Co Chan, fundadora da Youthforia, respondeu às críticas, reconhecendo que o lançamento inicial não alinhava com a missão da marca de celebrar a beleza individual. Em um vídeo já removido, Fiona explicou as dificuldades encontradas para encontrar modelos de tons de pele mais escuros, descrevendo o processo como "bem estressante" e apelando para que as agências de modelos sejam mais inclusivas.

A crescente discussão sobre inclusão na moda e beleza reflete uma mudança cultural significativa. Antes dominada por grandes corporações, a indústria agora vê uma diversificação de vozes que redefinem os padrões de consumo e as interações com os produtos de moda e beleza. Esta transformação é crucial, pois a moda e a beleza não apenas moldam normas estéticas, mas também influenciam percepções sociais sobre identidade e pertencimento.

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Portanto, a luta por uma representação mais ampla e justa vai além de simples escolhas de produto; é um movimento social que busca desmantelar estereótipos e preconceitos. Ao questionar e superar padrões normativos, a indústria pode começar a reparar as exclusões históricas e marginalizações de diversos grupos, promovendo uma inclusão verdadeira em todas as esferas.

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