SPFW N59: Lino Villaventura
Der Laufsteg wird zum Ritus und die Models zu Waldnymphen, die in Grüntönen, Brauntönen und dem Violett einer Nachtblüte vorüberziehen.
Text von
Text von Sarah Rocksane Araujo
Redaktion, Mode und Beauty
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Sob um céu de tempestade cenográfica, Lino Villaventura costurou mitologias com a agulha da memória e o fio da invenção. Tecidos sussurravam segredos antigos em microplissados de seda, algodão que sabiam do chão e peles de cobra renascidas em mapas de cor.
A passarela vira rito, e as modelos, ninfas silvestres, desfilando em verdes, marrons e roxos de flor noturna. Seus vestidos dançavam com o ar, feitos mais de vento do que de pano. Cada peça, uma história bordada à mão: Carmelita vestia um mosaico de retalhos que parecia ter sonhado cores. Entre cortes, nervuras e estruturas, o corpo ganhava arquitetura. Arte vestível. Roupa que pulsa. Moda como encantamento.

Veja os principais highlights do desfile na experiência em Realidade Aumentada abaixo
A coleção masculina, de alma urbana, caminhava firme entre o streetwear e o espírito de floresta industrial. Cáquis suaves encontravam linhas esportivas, capas matelassadas em tons fluo piscavam como luz de cidade noturna. Os sneakers (quase totêmicos) carregavam a identidade da marca em seus passos. No final, o preto absoluto tomou a cena, não como ausência, mas como volume, sombra que revela relevo, textura que se sente com os olhos.

Lino aqui afirma que até o silêncio pode ser exuberante. E que moda, para ele, é sempre mais do que roupa: é um gesto, uma escultura em movimento, um feitiço tecido à mão.
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